Insano

14 dez

Depois do meu último post eu deveria parar de reclamar, juro… mas não consigo.

Estou realmente quero me tormar uma pessoa melhor, sem dívidas, organizada, mais calma, inclusive, uma pessoa que medita.

Mas acho que o mundo está acabando mesmo, porque estou vendo que nada disso será possível.

E sabe que nem seria má ideia se dia 21 o mundo desse reset?

Estou irritada, estressada, querendo mesmo é que o mundo exploda. E o pior: nem tenho uma TPM pra usar de desculpa!

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O caos é aqui

3 dez

Estava eu louca para que chegasse logo dezembro. Não pelo fim do ano, ou fim do mundo, mas para pagar minhas contas e quitar minhas dívidas. Como toda pessoa endividada que eu conheço, a data de recebimento do 13 terceiro chega ser mais importante que o próprio aniversário.

Portanto, dia 30 lá estava eu perturbando o pessoal do financeiro. Até que recebo a notícia mágica que a grana bateu na conta. Na minha faz até eco, mas tudo bem. Primeira providencia: enfrentar uma fila quilométrica para sacar meu suado dinheirinho. Primeiro obstáculo: sistema lento e fora do ar. Deixei pra noite e tudo bem.

Sábado e um lindo dia de sol, dinheiro na conta e lá vou eu passar novamente no banco e adivinhem? Meu banco decidiu que era hora de tirar meu cheque especial e “comeu” meu dinheiro… E olha que nunca fiquei devendo heim.. Não a ele. Tudo bem, pensei eu. Esse mês me aperto e pelo menos não tenho mais que me preocupar com negativo.

Bom, deixa eu ver meu saldo. Neste momento tomei o terceiro golpe do fim de semana: depositaram meu 13 errado, e claro, pra menos. Sim, eu deveria ter checado na sexta, mas acreditem, eu tenho medo de ver saldo bancário. Bom, mais uma vez, imbuída de uma imensa paciência budista vi que nada poderia fazer num sábado e não me estressei, amanhã resolverei isso na empresa.

Depois de me considerar um espírito evoluído a ponto de não me apegar a bens materiais, resolvo me distrair limpando a casa ( ok, uma parte da casa). Serviço terminado e descubro que a geladeira está quebrada e que possivelmente terei que comprar outra. Lembram do início do post quando falei que estava endividada? Bom, fiz umas contas mentais, nas quais sou péssima, e vi que dependendo da resposta do técnico que vem aqui amanhã, vou me endividar mais.

Mas nãooooo o fim de semana me reservava uma última surpresa: vou trocar meu telefone, porém, o novo ainda não chegou e passei o velho para frente ( business, baby) e prometi entregar amanhã e ficar com um velhinho capenga que já tinha aqui em casa. Porém descubro que ele está bloqueado e tenho que ir na loja desbloqueá-lo. Delícia, não?

Portanto concluo que o fim do mundo foi antecipado, ninguém me avisou e já estou no inferno.

Até o próximo caos.

Insônia

25 nov

De tempos em tempos ela aparece.

Vai surgindo como quem não quer nada… As vezes com uma preocupação aqui, outra ali, ou vem sozinha trazendo suas próprias preocupações.

É só dar uma passada no Twitter de madrugada para ver quantas pessoas sofrem de insônia hoje. Não vou entrar aqui na questão científica com possíveis causas e curas, mas ela está aí, do seu lado, com os olhos bem abertos prestando atenção no exato momento que você vai dormir. Momento esse que nunca chega e pelo qual você espera ansiosamente. Ansiedade, a irmã gêmea da insônia.

Sempre tive problemas para dormir, eu arriscaria dizer que isso talvez tenha alguma relação com meus excessos de pesadelos, mas isso não vem ao caso, fica como assunto para próximo post (juro que alguns pesadelos tem até trilha sonora).

Acho que lembro quando tive consciência da minha primeira crise de insônia. Foi quando eu tive a brilhante idéia de me manter alerta para o exato momento em que se dorme. Pronto, nunca mais fui a mesma.

Mas minha insônia pelo menos não é constante. É de fases, claro que sempre está ligada a alguma preocupação, seja racional ou não. E aparece do nada. Claro que sempre tenho preocupações, mas coisas que eu lidava bem ontem, hoje passam a me apavorar na madrugada.

E lá estou eu, com os olhos doendo de tão pesados, mas o cérebro ligado no 220. As vezes a fome aparece, mas o cansaço e o medo de despertar ainda mais te impedem de tomar uma atitude.

O primeiro estágio é o o desespero. Fico realmente achando que nunca mais vou dormir e o quanto vou sofrer com o dia de amanhã sonolento. Isso dura uns 3 a 4 dias.

No segundo estágio resolvo usar a falta de sono como horas úteis. É quando escrevo, leio, vejo filmes. Dura uns 2 dias.

O terceiro estágio é se conformar com a insônia até que ela resolva bater em outra porta que não a do meu quarto. Dura mais uns 3 dias. Aí volto a dormir bem e viver como uma pessoa normal.

Enfim, estou no segundo estágio, rumo ao terceiro.

Que a insônia passe e que sonhos bons venham.

Cada um tem a barriga que merece

11 nov

Está um lindo dia de sol lá fora.

Eu poderia estar na praia, poderia estar passeando. Mas estou em casa me contorcendo de cólica e preguiça.

Um dos pensamentos que têm rondado a minha mente há dias é: vale a pena mesmo se esforçar para ter um corpo dos sonhos? Tá valendo quanto?

Como toda mulher neurótica que se preze, chego a conclusão de que tenho que emagrecer, o que pra mim é novidade, pois sempre fui magra… Mas a gente casa e você sabe como é né? Não? Bom, você mesmo passa a cozinhar para você e acaba comendo sempre um sanduíche ou uma massinha semi-pronta de mercado. Sim, essa é uma das magias do casamento ( para quem como eu, não sabe/gosta de cozinhar).

Enfim, resolvi que tinha que perder uns 5 quilos. Comecei a busca por uma dieta rápida e me imaginar correndo 1 hora por dia, três vezes por semana. Cogitei, inclusive, voltar para a academia com a intenção de quebrar meu recorde pessoal de malhar por mais de um mês.

Comecei lendo sobre a dieta da proteína, pois fulaninha que apareceu no Ego (não me julguem) perdeu 10 quilos em 2 meses e nem precisou malhar. Mas a dieta é um inferno, e com certeza na terceiro dia comeria uma pessoa viva. E veja bem, nem sou comilona.

Me imaginei então correndo 3 vezes por semana e me perguntei que horas faria isso, donde concluí que não teria tempo, pois de manhã não dá pra acordar mais cedo do que acordo e a noite não tenho hora pra sair do trabalho.

Pensei então no plano da academia, que custa os olhos da cara, não, obrigada.

Foi então que percebi que nem estou tão gorda assim. Vou continuar bebendo chopp com meus amigos e ganhando chocolate do marido depois de um dia estressante de trabalho. Vou continuar pesando a mesma coisa pra não perder aquela saia linda que comprei semana passada.

Poderia fazer tudo isso que falei acima, mas acho que por enquanto vou ficando mesmo com o que tenho. E vou continuar feliz com meu corpo, percebendo que na verdade cada um tem a barriguinha que merece.

Talento oculto

6 nov

Quando eu tinha uns 20 anos um namorado da época me perguntou qual era o meu talento oculto.

Até hoje não sei responder.

Talento oculto na verdade deve ser aquele hobby que você faz tão bem que poderia ser sua profissão. Eu acho que não tenho isso. Amo meu trabalho, e talvez por sorte, sou boa no que faço, apesar de sempre achar que deveria ser melhor.

Mas gostaria imensamente de possuir outros talentos como fotografar bem, maquiar perfeitamente, saber desenhar, ser uma boa cantora, etc…
Se considerarmos o mundo com universos parelelos, com certeza tem uma versão de mim por aí que é melhor que JR Duran e mais poderosa que Pat MacGrath. Mas nesse universo em que vivo hoje são apenas sementes que em mim que não germinaram, talvez por falta de dedicação ou simplesmente por não serem realmente um talento nem oculto e muito menos explícito.

Depois de tanto tempo…

22 ago

Depois de tanto tempo, aqui estou eu novamente.

Na verdade já estou pra escrever esse post há algum tempo.

Gosto de reler o pouco que escrevi até aqui. E outro dia me peguei relendo todos os parcos posts deste blog. Percebi várias coisas, uma delas é de que eu gosto mesmo de escrever, mesmo que só eu leia. Mas percebi, principalmente que mudei muito desde a última postagem.

Na verdade, na maioria da vezes fui obrigada a mudar, obrigada a tomar atitudes que não sei se tomaria há um ano atrás, em alguns casos só mudei porque não havia como me manter onde estava.

Neste período que estive ausente perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida nos últimos anos, um verdadeiro anjo da guarda. Incrivelmente foi a primeira vez na vida que tive que lidar com uma perda tão significativa. Do alto dos meus 30 e poucos anos foi a primeira vez que senti uma pessoa ser tirada da minha vida de repente, sem ter nem tempo de me despedir. Posso dizer que doeu, dói e acho que vai doer por um bom tempo, mas aos poucos a dor vai se transformando em uma saudade mais suave e doce. É claro que sempre vem a pergunta que com tanto filho da puta no mundo, porque só os bons morrem antes? Enfim, isso é o que temos e quem sabe um dia a gente entenda tudo isso.

Mas não foram só de tristezas que vivi, muita coisa boa também aconteceu!

Me casei e amo a vida de casada. Bom, na verdade oficializei um casamento que já existia há alguns anos e posso dizer que foi o dia mais feliz da minha vida. Eu nunca fui moça casadoura, então custava a entender o que as pessoas achavam de tão especial nesse dia. Até que eu tive o meu. Foi tudo perfeito. Recebi tanta energia boa, tanto carinho, que passei a entender o que faz desse dia um dia único na vida de qualquer pessoa.

Ahh mudei de emprego também! Posso dizer que voltei par minha casa! E isso me deixa muito feliz! Ahh e por falar em casa, também mudei de casa e estou amando o novo apartamento, super empolgada com decoração e outras futilidades.

A minha vida está muito boa, estou muito feliz e nenhum pouco ácida, muito menos mórbida.
Vou muito bem, obrigada e estou de volta!

Manual Prático para lidar com pessoas intelectualmente limitadas

8 nov

É mentira! Quem dera se tivesse um manual, bem que tenho algumas idéias para criá-lo, falta paciência, mas sobram casos para estudo.

Já trabalhei com vários tipos de pessoas. Já tive a oportunidade de trabalhar com algumas das mentes mais brilhantes que já conheci, infelizmente, o extremo oposto também é verdade.

Não que eu me considere a pessoa mais inteligente do mundo, muito pelo contrário, às vezes bate lá uns complexos, mas tem pessoas que…  dão até preguiça.

Perguntas como “posso entregar o briefing depois que você me entregar o projeto?” de uma profissional de marketing, ou “A gente olha o Safari, mas precisa ver também o navegador da Apple?” de um gerente de TI, acreditem, já me foram feitas. Nesses casos nem considero limitação intelectual, mas sim profissional. E não falo de uma empresa, mas de algumas.

Pessoas incapazes de interpretar um texto ou formular uma frase coerente são cada vez mais comuns. E olha “que nem estão pedindo inglês”.

O mesmo acontece na vida pessoal, mas não vamos entrar nesse mérito.

O que fazer numa hora dessas? Nesses anos desenvolvi uma grande capacidade de fazer “cara de paisagem”. A pessoa pergunta, você para, pensa, deixa uns segundos para que seu interlocutor reflita sobre a insensatez que acabou de proferir e responde “Desculpa, não entendi a sua pergunta”. Troque de lugar com ele por uns instantes. Se faça de burro, as vezes adianta, ou pelo menos faz a pessoa pensar melhor da próxima vez.

Ou não, na maioria das vezes eles nem percebem.

Boa sorte!