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Manual Prático para lidar com pessoas intelectualmente limitadas

8 nov

É mentira! Quem dera se tivesse um manual, bem que tenho algumas idéias para criá-lo, falta paciência, mas sobram casos para estudo.

Já trabalhei com vários tipos de pessoas. Já tive a oportunidade de trabalhar com algumas das mentes mais brilhantes que já conheci, infelizmente, o extremo oposto também é verdade.

Não que eu me considere a pessoa mais inteligente do mundo, muito pelo contrário, às vezes bate lá uns complexos, mas tem pessoas que…  dão até preguiça.

Perguntas como “posso entregar o briefing depois que você me entregar o projeto?” de uma profissional de marketing, ou “A gente olha o Safari, mas precisa ver também o navegador da Apple?” de um gerente de TI, acreditem, já me foram feitas. Nesses casos nem considero limitação intelectual, mas sim profissional. E não falo de uma empresa, mas de algumas.

Pessoas incapazes de interpretar um texto ou formular uma frase coerente são cada vez mais comuns. E olha “que nem estão pedindo inglês”.

O mesmo acontece na vida pessoal, mas não vamos entrar nesse mérito.

O que fazer numa hora dessas? Nesses anos desenvolvi uma grande capacidade de fazer “cara de paisagem”. A pessoa pergunta, você para, pensa, deixa uns segundos para que seu interlocutor reflita sobre a insensatez que acabou de proferir e responde “Desculpa, não entendi a sua pergunta”. Troque de lugar com ele por uns instantes. Se faça de burro, as vezes adianta, ou pelo menos faz a pessoa pensar melhor da próxima vez.

Ou não, na maioria das vezes eles nem percebem.

Boa sorte!

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Gente Chata

16 jun

Tem gente que é chata né?

Eu tenho minha cota de não gostar de pessoas em geral e acreditem, não é pouca coisa. Pra eu gostar tem que ser de verdade, não pode ser mais ou menos.

Felizmente (ou infelizmente) tenho um excelente faro pra identificar gente dissimulada. O bom é que sei logo quem a pessoa é, o chato é que ninguém acredita até que a dita cuja apronte pela terceira vez (porque as primeiras sempre são perdoadas).

Quando não estão fazendo os outros de otários os dissimulados são chatos. Sabe aquela voz insistente no seu ouvindo falando sobre um assunto que você não tem a menor vontade de saber?

Eu sei.

Se você também conhece uma pessoa assim fica a dica: não adianta contar para os outros porque eles não acreditarão. Não adianta bater de frente com a chatonilda porque ser dissimulado não quer dizer ser inteligente e ela não vai entender (ou vai fingir que não entende) que você não gosta dela.

Então, siga a sua vida e finja que esse tipo de gente não existe, mas mantenha-se em alerta.

Não deixe nada pra amanhã!

30 maio

Hoje, de maneira impressionante, acordei super animada.

Ao contrário da maioria, gosto muito de segundas-feiras, já mencionei isso aqui nesse humilde blog.

Mas essa semana é diferente. Quero terminar trabalhos que já deveriam ser sido entregues. Terminar textos que havia prometido para um blog de uma amiga minha. Começar a fazer meu check up completo e resolver minhas questões financeiras.

Tudo isso ligado no 220.

Que eu não desanime e que a semana seja muito boa!

A pessoa mais indecisa da cidade

23 maio

Semana passada rolou todo um “burburinho na blogsfera” (adoro essa expressão rsrs #not) sobre a música/clipe “Oração” da  “A Banda Mais Bonita da Cidade”.

E aí eu demorei um pouco a formar opinião sobre isso. Tudo bem que música é gostar ou não gostar e não teorizar muito sobre isso. Mas eu não resisto.

A primeira impressão é de que era um monte de hippies peludos e desempregados que pregam a paz e o amor de forma livre. Não gosto muito desses estereótipos, mas não tinha como imaginar outra coisa vendo um monte de gente cantando um mantra sobre o amor num clipe em plano-sequência, todos felizes e contentes na casa da avó. Me pareceu muito forçado e muito felizes. Sempre que vejo alguém feliz demais desconfio, é inevitável.

Já havia falado aqui que bom humor não é muito meu forte né? Além disso ando numa vibe mais System of a down do que Gilberto Gil.

Só que chegando em casa, o Nick começou a assobiá-la no meu ouvido. E daí que o amor é lindo e eu comecei a achar a música mais simpática e parar de julgar os 50 hippies felizes que aparecem no clipe. E percebi que é só uma música, não é a melhor música do mundo, mas eles também não são a banda mais bonita da cidade.

Nada contra quem achou que a música era a melhor coisa feita nos últimos tempos, mas também não é tão ruim assim. Os caras são afinados e a música bonitinha. Só isso.

Que mania feia de polemizar né? Calma, é só uma música.

Segue o vídeo para que ficou offline na última semana e ainda não sabe do que eu estou falando:

Ahh cuidado, a música é chiclete e gruda na cabeça.

Nada ácido e muito menos mórbido

17 maio

Ultimamente tenho visto vários casos de corações partidos, dores de cotovelo, desencontros e tristezas amorosas.

Já passei por tudo isso e apesar de ter tido sorte na minha vida amorosa, já sofri muito também. É uma dor tão intensa que chega a doer fisicamente. É vontade de tocar e não poder, de estar perto, de ouvir a voz, de ouvir o apelido… de estar com ele. É uma saudade tão devastadora que faz com que todos os outros problemas pareçam uma formiguinha perto de tanta ausência.

Nessas horas não tem problema de grana, de trabalho, de família. Não tem conselho que chegue. Não adianta se afundar no trabalho, cortar o cabelo e comprar roupa nova. Ajuda, mas não adianta.

E por ter a consciência de tudo que uma dor de amor pode causar, também tenho a consciência da necessidade de cultivar o amor diariamente. Hoje tenho sorte por ter encontrado uma pessoa que mudou minha vida.

Já vencemos desafios, já lutamos juntos e já realizamos sonhos em tão pouco tempo. Mas ao mesmo tempo parece uma vida inteira.

Conviver é difícil, tpm não ajuda, um dia difícil no trabalho, um mau humor aqui, uma preguiça ali. Opiniões divergentes, personalidades fortes, tudo poderia dar errado. Mas não dá. Dá muito certo!

Para mim que sempre fui radical, é um aprendizado. Ceder aqui, entender ali, respirar fundo. Mas ao mesmo tempo é tão, tão fácil.

Sou feliz hoje como jamais pensei que seria. Aprendo a conviver com diferenças e estou aprendendo a ser feliz por tanto tempo.

Amo por todos os motivos do mundo.

(post totalmente contra a proposta do blog, tentei cortar todos os clichês, mas não resisti rs)

Apartamentos

17 maio

Sempre morei em casa. Há um ano moro em apartamento.

Confesso que me ainda causa estranhesa e diria até uma certa aflição.

Por exemplo: uma e meia da manhã,  depois de um dia cansativo e uma noite de insônia, sei que o casal que mora no apartamento de cima está transando. Não ouço gemidos e nem outros barulhos comprometedores. Mas o barulho da cama é inconfundível. Bom, é isso ou o cara está tendo um ataque epilético.

O engraçado é que divido algo tão intimo com pessoas que não sei nem o rosto. Sei que essas pessoas tem um cachorro e transam. É só. E é só o que me basta. Não quero amanhã olhar pra cara de alguém que estava transando enquanto eu sofria minha insônia.

Sei que o prédio tem muitos velhinhos, até demais para um prédio sem elevador. Sei também que há adolescentes que gritam, um cara que perdeu o pai há poucos meses e pessoas com gosto musical duvidoso (exceto os adolescentes que outro dia ouviam foo fighters).

Aqui tem cachorro, gatos (o vizinho da frente tem pelo menos 5) e um papagaio. Convivo com cheiros insuportáveis em momentos inoportunos.

Outro dia eu estava com visita em casa e meu banheiro tinha cheiro insuportável de cachorro molhado. Sim o cachorro do apartamento de cima toma banho quase todos os dias. E isso acontece as 11 da noite. Imagina o cheiro que fica!

Os gatos da frente já foram mais fedidos, agora andam até cheirosinhos. O papagaio é até divertido, gosto da vozinha dele, tem algo de infância que acho graça.

O pior de tudo é não ter a mínima idéia de quem são essas pessoas e ao mesmo tempo ser tão próxima a elas.

Quem são essas pessoas e o que será que escutam do meu apartamento?