Arquivo | novembro, 2012

Insônia

25 nov

De tempos em tempos ela aparece.

Vai surgindo como quem não quer nada… As vezes com uma preocupação aqui, outra ali, ou vem sozinha trazendo suas próprias preocupações.

É só dar uma passada no Twitter de madrugada para ver quantas pessoas sofrem de insônia hoje. Não vou entrar aqui na questão científica com possíveis causas e curas, mas ela está aí, do seu lado, com os olhos bem abertos prestando atenção no exato momento que você vai dormir. Momento esse que nunca chega e pelo qual você espera ansiosamente. Ansiedade, a irmã gêmea da insônia.

Sempre tive problemas para dormir, eu arriscaria dizer que isso talvez tenha alguma relação com meus excessos de pesadelos, mas isso não vem ao caso, fica como assunto para próximo post (juro que alguns pesadelos tem até trilha sonora).

Acho que lembro quando tive consciência da minha primeira crise de insônia. Foi quando eu tive a brilhante idéia de me manter alerta para o exato momento em que se dorme. Pronto, nunca mais fui a mesma.

Mas minha insônia pelo menos não é constante. É de fases, claro que sempre está ligada a alguma preocupação, seja racional ou não. E aparece do nada. Claro que sempre tenho preocupações, mas coisas que eu lidava bem ontem, hoje passam a me apavorar na madrugada.

E lá estou eu, com os olhos doendo de tão pesados, mas o cérebro ligado no 220. As vezes a fome aparece, mas o cansaço e o medo de despertar ainda mais te impedem de tomar uma atitude.

O primeiro estágio é o o desespero. Fico realmente achando que nunca mais vou dormir e o quanto vou sofrer com o dia de amanhã sonolento. Isso dura uns 3 a 4 dias.

No segundo estágio resolvo usar a falta de sono como horas úteis. É quando escrevo, leio, vejo filmes. Dura uns 2 dias.

O terceiro estágio é se conformar com a insônia até que ela resolva bater em outra porta que não a do meu quarto. Dura mais uns 3 dias. Aí volto a dormir bem e viver como uma pessoa normal.

Enfim, estou no segundo estágio, rumo ao terceiro.

Que a insônia passe e que sonhos bons venham.

Anúncios

Cada um tem a barriga que merece

11 nov

Está um lindo dia de sol lá fora.

Eu poderia estar na praia, poderia estar passeando. Mas estou em casa me contorcendo de cólica e preguiça.

Um dos pensamentos que têm rondado a minha mente há dias é: vale a pena mesmo se esforçar para ter um corpo dos sonhos? Tá valendo quanto?

Como toda mulher neurótica que se preze, chego a conclusão de que tenho que emagrecer, o que pra mim é novidade, pois sempre fui magra… Mas a gente casa e você sabe como é né? Não? Bom, você mesmo passa a cozinhar para você e acaba comendo sempre um sanduíche ou uma massinha semi-pronta de mercado. Sim, essa é uma das magias do casamento ( para quem como eu, não sabe/gosta de cozinhar).

Enfim, resolvi que tinha que perder uns 5 quilos. Comecei a busca por uma dieta rápida e me imaginar correndo 1 hora por dia, três vezes por semana. Cogitei, inclusive, voltar para a academia com a intenção de quebrar meu recorde pessoal de malhar por mais de um mês.

Comecei lendo sobre a dieta da proteína, pois fulaninha que apareceu no Ego (não me julguem) perdeu 10 quilos em 2 meses e nem precisou malhar. Mas a dieta é um inferno, e com certeza na terceiro dia comeria uma pessoa viva. E veja bem, nem sou comilona.

Me imaginei então correndo 3 vezes por semana e me perguntei que horas faria isso, donde concluí que não teria tempo, pois de manhã não dá pra acordar mais cedo do que acordo e a noite não tenho hora pra sair do trabalho.

Pensei então no plano da academia, que custa os olhos da cara, não, obrigada.

Foi então que percebi que nem estou tão gorda assim. Vou continuar bebendo chopp com meus amigos e ganhando chocolate do marido depois de um dia estressante de trabalho. Vou continuar pesando a mesma coisa pra não perder aquela saia linda que comprei semana passada.

Poderia fazer tudo isso que falei acima, mas acho que por enquanto vou ficando mesmo com o que tenho. E vou continuar feliz com meu corpo, percebendo que na verdade cada um tem a barriguinha que merece.

Talento oculto

6 nov

Quando eu tinha uns 20 anos um namorado da época me perguntou qual era o meu talento oculto.

Até hoje não sei responder.

Talento oculto na verdade deve ser aquele hobby que você faz tão bem que poderia ser sua profissão. Eu acho que não tenho isso. Amo meu trabalho, e talvez por sorte, sou boa no que faço, apesar de sempre achar que deveria ser melhor.

Mas gostaria imensamente de possuir outros talentos como fotografar bem, maquiar perfeitamente, saber desenhar, ser uma boa cantora, etc…
Se considerarmos o mundo com universos parelelos, com certeza tem uma versão de mim por aí que é melhor que JR Duran e mais poderosa que Pat MacGrath. Mas nesse universo em que vivo hoje são apenas sementes que em mim que não germinaram, talvez por falta de dedicação ou simplesmente por não serem realmente um talento nem oculto e muito menos explícito.