Arquivo | maio, 2011

Não deixe nada pra amanhã!

30 maio

Hoje, de maneira impressionante, acordei super animada.

Ao contrário da maioria, gosto muito de segundas-feiras, já mencionei isso aqui nesse humilde blog.

Mas essa semana é diferente. Quero terminar trabalhos que já deveriam ser sido entregues. Terminar textos que havia prometido para um blog de uma amiga minha. Começar a fazer meu check up completo e resolver minhas questões financeiras.

Tudo isso ligado no 220.

Que eu não desanime e que a semana seja muito boa!

Anúncios

Money…

30 maio

E aí que cheguei, sozinha, à brilhante conclusão de que eu preciso parar de gastar dinheiro alucinadamente.

Gastar é bom? Pra caraleo!! Mas não pode.

Infelizmente chegamos a um ponto da nossa vida em que precisamos botar o pé no freio. O problema é quando o problema já virou compulsão. Aí só com ajuda profissional. Mas quem?

A quem chegue a essa conclusão apenas refletindo. Eu não. Precisei de um rombo na conta bancário pra perceber que isso não é normal, é bom, mas não é normal.

Sabe quando você tem um problema, sabe que tem que resolver, mas vai adiando? E enquanto isso vai se afundando?

Me libertei de tantos vícios, o pior deles: o cigarro. Não é possível que não consiga administrar minha vida financeira. Já consegui tarefas bem mais difíceis e superei problemas bem mais sérios.

Adianta começar a dieta na segunda? Adiar…

Não, tenho que começar agora, tenho que começar hoje.

Tenho que aproveitar essa semana que estou super disposta e animada pra fazer algo.

Ok, aviso se desistir, mas torçam por mim.

UPDATE: Procurando na internet ví que existem milhões de dietas para quem quer parar de comer e emagrecer, e para quem quer parar de gastar? Só acho “não gaste”, “poupe”, “não compre”. Sério? Se fosse tão fácil assim não era um problema. Queria ver falar pra algum gordinho apenas: “não coma”.

Mas a luta continua companheiros rs !!

Então tá

25 maio

Hoje eu to ácida…. bem ácida, e com muita dor.

Dor de cabeça, dor nas costas e cólica.

Dá pra ficar mais mal humorada?

Dá sim. Quando pessoas gritam ao meu redor. Quando tudo que eu queria era estar em casa debaixo das cobertas lendo um bom livro. Quando pessoas que não são lá essa coca-cola toda querem pagar de intelectuais de twitter. Quando eu vejo meu saldo bancário.

Hoje eu to tão, mas tão chata que nem to querendo polemizar sobre absolutamente nada. Feliz com a prisão do Pimenta Neves, acreditando que a Dilma vetou o kit anti-homofobia de coração e não por causa de uma manobra política pra livrar o Palocci, e nem preocupada com as acusações de estupro que cairam sobre ex chefão do FMI.

Me vê um neosaldina, um rivotril, um ponstan e uma cama, por favor?

E se der, me deixem livre de todas as polêmicas mundiais e tirem a música mais chata da cidade da minha cabeça.

Obrigada

A pessoa mais indecisa da cidade

23 maio

Semana passada rolou todo um “burburinho na blogsfera” (adoro essa expressão rsrs #not) sobre a música/clipe “Oração” da  “A Banda Mais Bonita da Cidade”.

E aí eu demorei um pouco a formar opinião sobre isso. Tudo bem que música é gostar ou não gostar e não teorizar muito sobre isso. Mas eu não resisto.

A primeira impressão é de que era um monte de hippies peludos e desempregados que pregam a paz e o amor de forma livre. Não gosto muito desses estereótipos, mas não tinha como imaginar outra coisa vendo um monte de gente cantando um mantra sobre o amor num clipe em plano-sequência, todos felizes e contentes na casa da avó. Me pareceu muito forçado e muito felizes. Sempre que vejo alguém feliz demais desconfio, é inevitável.

Já havia falado aqui que bom humor não é muito meu forte né? Além disso ando numa vibe mais System of a down do que Gilberto Gil.

Só que chegando em casa, o Nick começou a assobiá-la no meu ouvido. E daí que o amor é lindo e eu comecei a achar a música mais simpática e parar de julgar os 50 hippies felizes que aparecem no clipe. E percebi que é só uma música, não é a melhor música do mundo, mas eles também não são a banda mais bonita da cidade.

Nada contra quem achou que a música era a melhor coisa feita nos últimos tempos, mas também não é tão ruim assim. Os caras são afinados e a música bonitinha. Só isso.

Que mania feia de polemizar né? Calma, é só uma música.

Segue o vídeo para que ficou offline na última semana e ainda não sabe do que eu estou falando:

Ahh cuidado, a música é chiclete e gruda na cabeça.

Descoberta

17 maio

E aí que fui descoberta.

Meu anonimato não durou nem uma semana.

A culpa foi totalmente minha. A burra aqui foi assinar um comentário no blog de uma colega do trabalho e pronto, lá estava o ácidoemórbido me denunciando. Meu psicólogo talvez chamasse de ato falho.

Então meu blog foi “identificado” logo após eu ter escrito sobre o sexo do vizinho. Fiquei meio ruborizada, pela descoberta, não pelo sexo.

A sensação foi estranha, mas muito menos incômoda do que eu imaginava. Eu achava que a partir do momento que algum conhecido meu lesse, eu iria me policiar quanto ao que escreveria. Mas isso não aconteceu, pelo menos até agora.

E espero que continue assim: compulsiva, escondida, ou não.

Nada ácido e muito menos mórbido

17 maio

Ultimamente tenho visto vários casos de corações partidos, dores de cotovelo, desencontros e tristezas amorosas.

Já passei por tudo isso e apesar de ter tido sorte na minha vida amorosa, já sofri muito também. É uma dor tão intensa que chega a doer fisicamente. É vontade de tocar e não poder, de estar perto, de ouvir a voz, de ouvir o apelido… de estar com ele. É uma saudade tão devastadora que faz com que todos os outros problemas pareçam uma formiguinha perto de tanta ausência.

Nessas horas não tem problema de grana, de trabalho, de família. Não tem conselho que chegue. Não adianta se afundar no trabalho, cortar o cabelo e comprar roupa nova. Ajuda, mas não adianta.

E por ter a consciência de tudo que uma dor de amor pode causar, também tenho a consciência da necessidade de cultivar o amor diariamente. Hoje tenho sorte por ter encontrado uma pessoa que mudou minha vida.

Já vencemos desafios, já lutamos juntos e já realizamos sonhos em tão pouco tempo. Mas ao mesmo tempo parece uma vida inteira.

Conviver é difícil, tpm não ajuda, um dia difícil no trabalho, um mau humor aqui, uma preguiça ali. Opiniões divergentes, personalidades fortes, tudo poderia dar errado. Mas não dá. Dá muito certo!

Para mim que sempre fui radical, é um aprendizado. Ceder aqui, entender ali, respirar fundo. Mas ao mesmo tempo é tão, tão fácil.

Sou feliz hoje como jamais pensei que seria. Aprendo a conviver com diferenças e estou aprendendo a ser feliz por tanto tempo.

Amo por todos os motivos do mundo.

(post totalmente contra a proposta do blog, tentei cortar todos os clichês, mas não resisti rs)

Apartamentos

17 maio

Sempre morei em casa. Há um ano moro em apartamento.

Confesso que me ainda causa estranhesa e diria até uma certa aflição.

Por exemplo: uma e meia da manhã,  depois de um dia cansativo e uma noite de insônia, sei que o casal que mora no apartamento de cima está transando. Não ouço gemidos e nem outros barulhos comprometedores. Mas o barulho da cama é inconfundível. Bom, é isso ou o cara está tendo um ataque epilético.

O engraçado é que divido algo tão intimo com pessoas que não sei nem o rosto. Sei que essas pessoas tem um cachorro e transam. É só. E é só o que me basta. Não quero amanhã olhar pra cara de alguém que estava transando enquanto eu sofria minha insônia.

Sei que o prédio tem muitos velhinhos, até demais para um prédio sem elevador. Sei também que há adolescentes que gritam, um cara que perdeu o pai há poucos meses e pessoas com gosto musical duvidoso (exceto os adolescentes que outro dia ouviam foo fighters).

Aqui tem cachorro, gatos (o vizinho da frente tem pelo menos 5) e um papagaio. Convivo com cheiros insuportáveis em momentos inoportunos.

Outro dia eu estava com visita em casa e meu banheiro tinha cheiro insuportável de cachorro molhado. Sim o cachorro do apartamento de cima toma banho quase todos os dias. E isso acontece as 11 da noite. Imagina o cheiro que fica!

Os gatos da frente já foram mais fedidos, agora andam até cheirosinhos. O papagaio é até divertido, gosto da vozinha dele, tem algo de infância que acho graça.

O pior de tudo é não ter a mínima idéia de quem são essas pessoas e ao mesmo tempo ser tão próxima a elas.

Quem são essas pessoas e o que será que escutam do meu apartamento?